terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENCONTREI DEUS NO OLHAR E SORRISO DE UMA CRIANÇA



Havia um homem já de meia idade que morava sozinho em nossa rua, ele pouco parava em casa, parecia sempre ocupado, andava sempre apressado, pra cima ou pra baixo seu passo era firme e suas passadas largas.

Diziam que ele era rabugento, que não mantinha amizades, mas ele quando passava sempre um cumprimento aos vizinhos dava,  estava aposentado ninguém sabia aonde ia todos os dias.
Antigamente, quando mais jovem costumava dizer que Deus não existia, porque no mundo havia muitos inocentes pagando pelos erros de outros, sem contar aqueles que nem erros dos outros pagava, haviam nascido já em infelicidade, já com duras penas para carregar.

Um dia, ele passava bem quando vovó estava no quintal conosco, eu e meus amiguinhos, distribuindo bolinhos de chuva.

Ele como sempre cumprimentou:_ Boa tarde, Dona Gina, hoje a senhora está em excelente companhia, crianças lindas.

Ah! Adivinhem se vovó iria perder esta entrada que ele dera.

_Gosta de crianças, vizinho? Aliás tantos anos e eu nem sei o seu nome certo.

_Meu nome? Ora a senhora se esqueceu, mudei para cá há vinte anos e me apresentei a todos, meu nome é Vicenzo, foi bem na época que perdi minha família no acidente lembra?

_Sim do acidente me lembro, o Sr. me falou, sua esposa e dois filhinhos vitimados em acidente de carro. Neste dia quando fui confortá-lo o Sr. me disse que não acreditava em Deus, porque realmente não o tinha encontrado nos atos tresloucados das pessoas, como quando um bêbado dirigindo em alta velocidade bateu no carro de sua esposa.

_Verdade, Dona Gina, verdade. Neste dia, a senhora me disse que eu O encontraria quando menos esperasse, pois Ele estava presente em tudo e o que aconteceu a minha família não foi descuido de Deus, era antigo carma que eles tinham que resgatar, o que não inocentava o motorista irresponsável.

_E então o Sr. encontrou Deus?

_Dona Gina eu O percebi há pouco tempo.

_Vovó pede para o Sr. Vicenzo chegar aqui dentro do quintal e contar como ele percebeu Deus, acho que seria uma boa lição para mim e meus amiguinhos.

_Bem, Sr. Vicenzo, o Sr. não se importaria de fazer da sua experiência um exemplo para as crianças? Prometo que tem ainda uma tigela de bolinhos quentinhos para servir.

Assim, o Sr. Vicenzo sentou-se no meio de nós e começou seu pequeno grande relato.

_Meninos há três anos eu me aposentei, não queria, mas a firma me chamou e me intimou, tive que aceitar, então de repente não tinha mais o meu trabalho que me mantinha ocupado, como sabem, eu procurava trabalhar até nos finais de semana, afinal era uma forma de passar a vida. Nos dois primeiros meses caí em uma depressão muito grande, agora só a televisão me distraía, era uma vida vazia e inútil. Um dia, resolvi que iria até o meu antigo emprego, na hora do almoço para encontrar com meus colegas, conversar um pouquinho e ver a possibilidade de quem sabe voltar a trabalhar, em qualquer cargo, qualquer salário, só para ter um compromisso diário.

_Isto é que é gostar de trabalhar – comentou Isa.

_Não, minha filha, não é só isso, é a necessidade de se sentir útil e ter com o que passar o tempo. Mas o destino me reservava uma surpresa, no caminho parei em um farol, bem numa esquina que sempre havia pessoas vendendo coisas.

 Na minha janela, apareceu um rostinho de criança, uma menininha de seis anos. Conquistou-me com um sorriso, mas ao invés de me vender algum doce de seu tabuleiro, ela perdeu o olhar em uma menininha que passava na rua, mais precisamente na bolsinha azul que a mesma tinha a tira colo. Eu percebi e perguntei a ela se gostaria de ter uma e de que cor seria. Ela sorriu e disse : ­

_Bem tio, se fosse ganhar eu queria uma vermelha.

_Pois então eu vou procurar e comprar uma pra você, posso te dar uma?

_Ai tio, a bolsinha é linda, mas o que eu queria mesmo agora e trocaria por qualquer coisa, é um prato de comida quentinha, faz tempo que não como comida.

E então seus olhinhos brilharam e eu percebi a esperança ali refletida, e esta esperança vinha na forma de minha pessoa, alguém que não se achava mais útil, alguém que não tinha a quem amar.
Estacionei o carro, desci e fui em busca de sua mãe. Logo a encontrei, também estava com um tabuleiro de doce e um pequeno de dois anos mais ou menos no colo. 

Aproximei-me e ela assustada me disse:

_Moço não me tira as crianças, desempreguei faz três meses e estes doces vendemos para a nossa vizinha, pelo amor de Deus, já faço duas faxinas na semana, mas é para ajuntar pro aluguel, agora pra comer, a luz e a água preciso vender doces.

_Não vou te tirar as crianças, senhora, como faz as faxinas, e as crianças?

_Então, moço, Alice já está com seis anos e ela cuida de André, minha vizinha vai lá na hora do almoço e serve o que eu conseguir deixar. Não vai me tirar as crianças? Me denunciar?

_Não, quero sua permissão para buscar comida pronta para vocês.

Ela olhou para a filhinha e perguntou um prato de comida fresquinha?
Não imaginam com que alegria receberam os pratos de comida, até o pequeno se lambuzou todo. Quando acabaram de comer, pedi seu endereço e prometi voltar com ajuda.

Naquele instante, quando a pequena Alice enlaçou o meu pescoço para me dar um beijo eu senti que Deus estava ali, não para que eu salvasse aquela família, mas para que aquela família me salvasse.

Hoje faço parte de uma grande família, procurei uma ong e encontrei uma onde todos os voluntários são de diversas religiões, todos respeitam a doutrina religiosa de cada um, então neste lugar encontrei a tão falada Fraternidade, ali ela está no ar e isto me faz sentir a presença de Jesus.

_Mas e a Alice, tio?- perguntou Matheus, que conseguira finalmente esvaziar a boca.

_Consegui um emprego fixo para Elisa, sua mãe, mas só depois de um mês e meio, neste período ela continuou vendendo doces no farol e fazendo as duas faxinas, eu fiz uma pesquisa e encontrei a ong e a ong mantinha e mantem  uma creche, é pequena, mas arrumaram duas vagas, desta forma Alice e Pedro ficaram ali. Agora eu trabalho na ong, em qualquer setor, mas eu prefiro cuidar da creche, também faço serviço de rua, sabe saio por aí de vez enquanto e ofereço ajuda, nem todos aceitam, mas continuo tentando, sou insistente.

-Belo trabalho o Sr. encontrou a verdadeira razão de viver.

_Na verdade, eu aprendi que há melhor forma de Louvar a Deus e dar graças a Jesus é através de cada pequeno ato de amor espontâneo que praticamos durante o nosso dia a dia, e o melhor de tudo é que Deus tem me salvado todos os dias. Agora eu preciso ir, Dona Gina. Criançada se a vovó e seus pais quiserem levo a todos no final de semana para conhecerem a minha grande família.

Vovó entregou a ele uma grande travessa de bolinhos e todos nós o abraçamos e beijamos, afinal queríamos fazer parte de sua grande família.



Didi


Luconi
25-11-2014


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

JESUS FREQUENTAVA A CASA DO PAI E VOCÊ?




Gente hoje foi um domingo muito legal, vovó reuniu meus amiguinhos e seus pais em nossa varanda, estava um calor incrível, antes de qualquer coisa, trouxe duas travessas
de pasteizinhos assados, uma era de pasteizinhos recheados com bananada e a outra era de pasteizinhos recheados com presunto e mozarela nossa estavam demais.

Vovó perguntou a todos se tinham o costume de ouvirem falar de Jesus em alguma igreja, templo ou reunião?  Ninguém tinha este costume, iam de vez enquanto a evangelização em seus centros Kardecistas, mas nem sempre e não levavam as crianças.

Eu de boca cheia não pude falar, mas estava curiosa para saber onde vovó queira chegar.

_Pois é, poucos são aqueles que sentem a necessidade de ouvir falar das coisas do Pai ou então da vida do Mestre Jesus e isto faz muita falta à nossa alma, pois saibam que é o alimento de nossa alma, é o nosso sustento para o dia a dia.

_Mas dona Gina – disse o Sr. Marco pai do Joãozinho – no dia a dia tão corrido, fica difícil tirarmos um tempinho.

_Concordo Marco, mas para isso temos os finais de semana ou então a noite uma horinha basta, nenhuma igreja ou centro costuma se estender muito além disto.

_Verdade, falava mamãe, mas o mundo está muito materialista, não entendem que o vazio que sentem em seus seres não existiria se se aproximassem do Sagrado, das verdades
Divinas.

_Bem, então eu vou contar a vocês uma história que mostra que até Jesus sentia necessidade de ouvir falar de Deus, escutem.

José, como todo bom judeu, levava sua família a Jerusalém para a festa da Páscoa. Era uma viagem difícil, a grande maioria ia a pé de Nazaré até Jerusalém. Saíam juntos e andavam uns três dias ou mais.

A família de José não era pequena, tinham de cuidar do menino Jesus e de seus irmãos.  Houve um ano, que já no retorno a Nazaré,  seus pais não notaram que Jesus não estava.

_Nossa vovó, como puderam esquecer um filho?

_Isa, não esqueceram Jesus, aconteceu que era costume os homens irem à frente e as mulheres atrás, Maria pensou que Jesus estava com José e José pensou que Ele estava com Maria. As caravanas eram grandes e as crianças andavam brincando, apostando corridas, eram crianças e agiam como tal. Mas no final do dia Maria e José se encontraram e perceberam que Jesus não estava nem com um, nem com outro. Procuraram com os parentes e ninguém tinha visto Jesus.  Então, fizeram o que tinha que ser feito, abandonaram a caravana e voltaram para Jerusalém.

_E encontraram vovó?



_Sim, Didi, foram até o templo e lá Maria o encontrou no pátio entre alguns doutores da Lei. Ele fazia perguntas, escutava e depois também falava dando sua opinião e todos estavam abismados diante da sabedoria daquele menino. Sua mãe bastante nervosa, foi até Ele e perguntou o porquê de ter feito aquilo, deixando ela e o pai tão preocupados. Jesus, muito calmo, olhou para a mãe e respondeu exatamente assim: “  Por que tiveram de procurar-me? Não sabiam que eu tinha que estar na casa de meu Pai?”

Então, vejam o exemplo de Jesus que desde menino gostava de estar em um templo que representava na Terra a casa de seu Pai. Ele gostava de ouvir e depois falar, Ele ali aproveitava sempre para ensinar a todos as verdadeiras Leis de Deus, onde Ele sempre priorizava o AMOR MAIOR.

_Bem, vovó, Jesus desde criança nos ensinava praticando aquilo que ensinava, Ele dava exemplos na sua forma de agir, não é?

_Sim, Didi, é isto mesmo. Mas vejam eu fiz estes pasteizinhos para que ninguém estivesse com fome e conseguisse prestar atenção no que eu ia passar.

_Saco vazio não para de pé, não é vovó?

-Sim, Joãozinho, e assim como devemos nos alimentar para podermos nos sentir bem, da mesma forma, devemos comer o alimento da alma, que nada mais é que ouvir e falar do Pai altíssimo e de seu filho Jesus nosso Mestre amado.

_Concordo vovó, desta forma preenchemos o vazio de nosso interior e nossa fé cria força. – este é papai falando.

_Mas não basta apenas ouvir, Fernando, devemos colocar em prática em nosso dia a dia, pois desta forma passamos a frente o que aprendemos da forma mais eficaz que existe, através de nosso exemplo, mas esta forma de agir tem que ser natural, vir de dentro para fora, senão estaremos sendo hipócritas e antes que as crianças perguntem hipócrita quer dizer falso. Muito bem, agora que já falamos um pouquinho de Jesus, vamos deixar as crianças brincarem e nós adultos vamos falar da forma que temos agido em nosso dia a dia.

Vovó é demais, nos mandou brincar, mas avisou que deveríamos anotar em um caderno a nossa forma de agir com o nosso próximo em nosso dia a dia.

Bem, estou com a barriguinha estufada de tantos pasteizinhos, vocês precisam vir aqui em casa nestas reuniões, é muito gostoso e não só por causa dos pasteizinhos. Tchau até outro dia.


Didi
09-11-2014

Luconi
   

domingo, 9 de novembro de 2014

A NATURALIDADE DAS CRIANÇAS MUITO NOS ENSINA




Olá, eu vim contar para vocês uma coisa incrível, todos ficamos abismados, outro dia mamãe estava lavando a frente de casa, quando um amigo dela lá do centro que ela frequenta, vinha passando e parou para cumprimentá-la, eu estava ali dizendo que estava ajudando a mamãe, mas na verdade estava mais bagunçando, gosto de mexer com água no calor.

_Bom dia, Dona Margarida, esta é sua filhinha?

_Como vai seu Luiz? Esta é a minha Didi, na verdade o nome dela é Hilda, mas o apelido ficou.

_Ela vai na escolinha de evangelização infantil lá no centro?

_Bem que gostaria, mas ainda não deu certo, no entanto, minha mãe sempre reúne aqui em casa alguns amiguinhos dela e conta histórias com fundamentos evangélicos.

_Isto é bom, eu estou pensando em que idade vou levar meu filhinho, o Luca, ele só tem três anos, mas outro dia me deu uma lição e tanto do quanto ele entende as verdades do Pai.

_Como assim, seu Luiz, tão pequeno ainda.

_Escute e veja se não é de se pensar. Estava eu com ele na sala, jogando vídeo game, quando eu falei a ele que eu já estava velho para jogar, pois ele disse não papai, você não é velho. O bisavô está velhinho, só ele, a vovó não está velha e nem o vovô. Quando a gente fica velho, Papai do céu leva a gente para morar no céu, ficar com Ele, a bisa foi morar com Ele. Eu morava lá com o Papai do Céu e aí vim pra cá morar com você e a mamãe, quando ficar velho Papai do céu vem me buscar e eu vou morar com Ele, depois eu volto a morar aqui, a bisa um dia vai voltar morar aqui também, é assim papai.

Vovó, que ouvia tudo da soleira da porta, foi se aproximando e disse:

_É meu filho, não se espante, são as crianças do terceiro milênio, elas já estão vindo e muito vão ensinar à humanidade.

_Mas dona Gina, eu fiquei sem resposta, sabia que ele estava falando da reencarnação, mas não sabia como comentar isso com ele, que linguagem usar e até onde ir para não atrapalhar a sua cabecinha.

_É verdade filho, mas veja devemos responder a todas as perguntas que as crianças nos fazem de forma sincera, indo até onde eles possam entender. O seu filhinho nada te perguntou, ele te contou algo que ele achou que você não sabia. O que você podia responder era apenas é verdade filho, assim é que acontece, o nome desse ir e voltar da casa do Papai do céu se chama reencarnação, e isto acontece para que aprendamos cada vez mais coisas novas.

_Verdade, Dona Gina, na hora me faltou ideia, mas vou entrar no assunto do Papai do céu e vou complementar o que ele já sabe da forma que a senhora falou.

_Sim, arrematou a mamãe, sempre devemos esclarecer as crianças conforme elas nos vão pedindo, através de suas cobranças, perguntas. No caso de seu filhinho você irá mostrar a ele que entende do assunto e desta forma deixará uma porta aberta para que ele se abra sempre com você.

Eu ouvi tudo direitinho, era um excelente assunto para vovó conversar comigo e meus amiguinhos, pedi a ela, mas ela me disse que teria que conversar com os pais deles, saber a opinião deles e depois preparar o assunto.

Então, como não pude contar para eles, a pedido da vovó, vim aqui contar para vocês, este Luca é um menininho muito sabido não acham?


Didi
08-11-2014

Este fato é verdadeiro, este menininho não se chama Lucas, os nomes dele e do pai foram trocados, mas o fato ocorreu há dias atrás e serviu para meditarmos como as crianças trazem dentro de si grandes verdades e as entendem de uma forma muito natural.
Luconi


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