terça-feira, 30 de dezembro de 2014

GRATIDÃO








Vovó estava descansando, quando ouviu meus amiguinhos chegarem, na discussão que estávamos tendo, João reclamava que a tia que sempre o auxiliava com as contas de dividir, na última semana de aula, disse a ele que estava muito corrido para ela e não iria poder naquela semana auxiliá-lo. Ele dizia, por culpa dela, acabei tendo minha nota rebaixada, pois a lição de matemática daquela semana foi entregue com algumas contas erradas.  

_Coitada, disse Isa, ela fazia um favor a você e você se acomodou, senão teria aprendido quando sua tia corrigia e explicava pra você aprender.

Vovó apareceu e foi falando:

­_João, João, alguma vez você a agradeceu pelo tempo que perdia com você?

_Não vovó, ela me ensinava porque queria, eu não tive a ideia, ela que teve.

_Ah! João, é bem feio ser mal agradecido e mais feio ainda jogar a culpa de nossos erros, fraquezas, em cima dos outros.

Sentem-se crianças, vou contar um conto que nos mostra a gratidão em ação.

_Somos todos ouvidos, vovó. Fui falando e me acomodando e eles também, formamos uma roda, enquanto vovó sentava em uma cadeira bem no meio da roda.

-Pois bem, preste a atenção, porque tem tuas lições este conto.


Certa vez, um homem, por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e se encantou com um colar que vira na vitrine. Entrou na loja e pediu para ver o colar azul turquesa.

“É para minha irmã, pode fazer um pacote bem bonito?”
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
“Quanto dinheiro você tem”?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz disse:
“Isso dá?”
Eram apenas algumas moedas que exibia orgulhosa.
“Sabe quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que mamãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.”
 O homem foi para dentro da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

“Tome!” – disse para a garota. “Leve com cuidado.”

Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
 “Este colar foi comprado aqui”?
“Sim, senhora.”
“E quanto custou?”
“Ah, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.”
A moça continuou:
“Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.”

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
“Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha.”- disse o vendedor.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

_Bem, meninos, esta história mostra a grande gratidão que a pequena menina tinha pela sua irmã mais velha, que cuidava da família depois da partida da mãezinha.
Mostra também, que para aquele que tem muito o caro se torna barato, por que em nada ele se sacrifica. Agora para quem tem muito pouco, até o muito barato é um preço muito alto, por isto a menininha pagou um preço altíssimo pelo colar, deu tudo o que tinha, mas não se importou, pois o seu amor havia gerado uma gratidão enorme para com a irmã.

_Sabe meninos, não existe nada mais triste do que a ingratidão.  A sua tia por lhe querer bem o ajudava, era sua a obrigação de estudar e aprender não dela, no entanto parece que você não mais se preocupava se errava ou acertava por que a sua tia iria corrigir o que estivesse errado, o esforço dela nada adiantou uma vez que você nem prestava atenção ou punha em pratica o que ela ensinava. Então quando ela não pode você ainda a culpou pelo que você errou na lição.  Está certo isto?

João envergonhado, disse que pediria desculpas a sua tia e já ia indo embora, mas vovó já com dó da raspança que lhe dera falou:

_Espere aí, afinal no lanche hoje temos aquela torta de banana que você adora, coma e depois vá falar com a sua tia, ela ficará feliz.

Nossa vovó é demais, tem uma historinha para cada situação, bem vamos comer a torta, estão servidos?

Obs.: o autor do conto é desconhecido.

Didi
25-12-2014

Luconi

3 comentários:

  1. A Didi tem um jeito todo dela de contar histórias e ensinar valores aos pequeninos.
    Pois é Luconi, eu já conheço o texto...linda história de doação e agradecimento. Envolve as três personagens, cada um do seu jeito se compromete com o outro e só quer ver seu semelhante feliz.
    Feliz 2015,xerão!

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  2. Bom dia
    A ternura deste conto é contagiante ,mas a lição dada é ainda maior.
    Precisamos de ouvir e pôr em prática na nossa vida.Por todas as razões cabemos nesta história simples e comovedora.

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  3. Essa vovó é demais.,lembra cada historinha linda pra contar! Adoro ler! bjs, FELIZ 2015! chica

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